Uma delegação palestina, escoltada por
soldados, entrou hoje pela primeira vez no acampamento palestino de
Nahr al-Bared, nas proximidades da cidade de Trípoli, que caiu no dia 2
de setembro nas mãos do Exército libanês após mais de três meses de
combates com um grupo extremista sunita. 


Uma delegação palestina, escoltada por
soldados, entrou hoje pela primeira vez no acampamento palestino de
Nahr al-Bared, nas proximidades da cidade de Trípoli, que caiu no dia 2
de setembro nas mãos do Exército libanês após mais de três meses de
combates com um grupo extremista sunita.

Segundo informou a emissora "A Voz do Líbano", jornalistas e fotógrafos
acompanharam a delegação palestina para observar de perto os danos
causados pelos enfrentamentos entre as forças armadas e os combatentes
do grupo islamita Fatah al-Islam.

A comitiva foi composta pelos
representantes no Líbano da Organização para a Libertação da Palestina
(OLP), Abbas Zaki, do grupo islamita Hamas, Usama Hamdan, e de outros
grupos palestinos.

O chefe da delegação, Khalil Mekkawi,
afirmou que a saída dos refugiados palestinos de Nahr al-Bared é
"temporária", e disse que eles foram obrigados a deixar seus lares para
sua própria "proteção".

Cerca de 30 mil refugiados palestinos
deixaram Nahr al-Bared desde o começo dos combates, em 20 de maio, e se
refugiaram em sua maioria no próximo acampamento de Bedawi.

"O
Governo libanês está cumprindo o prometido depois da vitória do
Exército", disse Mekkawi, que assinalou que a reconstrução do
acampamento começou no dia 10 de setembro graças à colaboração dos
países doadores.

Zaki pediu aos países que lutam contra o
terrorismo e que apóiam a causa palestina que ajudem a reconstruir Nahr
al-Bared para que seus moradores possam retornar.

Na opinião do
islamita Hamdan, existe uma intenção séria líbano-palestina para
permitir o retorno dos refugiados palestinos a Nahr al-Bared, que será
o primeiro dos 12 campos de refugiados que estará sob o controle do
Estado.

Os outros continuam nas mãos dos grupos palestinos e o
Exército apenas controla suas entradas e saídas, mas não entra em seu
interior.

O Governo libanês organizou no dia 10 de setembro uma
conferência destinada a reunir fundos para Nahr al-Bared, cuja
reconstrução deve custar mais de US$ 300 milhões.

Atualmente, o
Exército continua com as operações de limpeza de minas e de outros
artefatos explosivos e na busca dos fugitivos.

O juiz Ghassan
Oueidat interrogou nesta quinta-feira quatro islamitas e emitiu um
mandato de detenção contra eles, informou hoje a imprensa local.

Também revelou que o magistrado tinha interrogado dois religiosos da
Liga de ulemás palestinos que afirmaram ter visto o corpo de Chaker
Absi, chefe do Fatah al-Islam, em um hospital de Trípoli, mas os exames
de DNA revelaram que não era ele.

Fonte: Último Segundo

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