O ministro de Relações Exteriores da França, que volta do Líbano onde
tentou mediar facções rivais, afirma que existem "obstáculos" para um
consenso entre o governo e a oposição no país antes do novo presidente
ser eleito.


O ministro de Relações Exteriores da França, que volta do Líbano onde
tentou mediar facções rivais, afirma que existem "obstáculos" para um
consenso entre o governo e a oposição no país antes do novo presidente
ser eleito.

No prazo limite para a votação que escolhe o
sucessor do presidente Emile Lahoud, um acordo é necessário para o
Líbano emergir de um impasse político.

 O parlamento
realiza assembléia na quarta-feira, 21, para eleger um novo presidente,
mas parece que não haverá o quórum de dois terços para a votação
acontecer. O último dia de trabalho de Lahoud foi na sexta-feira, 16.

 "Há
obstáculos", disse Bernard Kouchner à repórteres depois de conversar na
segunda-feira, 19, com o porta-voz da oposição do Parlamento, Nabih
Berri.

 De acordo com Kouchner alguns lados podem ser
responsáveis no caso do presidente ser eleito. Ele não deve dizer quem,
mas adverte que poderá resolver os desacordos.

 "Eu
quero afirmar francamente que aqueles que se responsabilizam pelo
bloqueio às eleições também precisam assumir a responsabilidade pela
instabilidade no Líbano", reiterou Kouchner.

 Desde
setembro falham as tentativas de levar os legisladores apoiados pelos
norte-americanos – de volta à maioria legislativa – e a oposição
liderada pelo Hezbollah, com suporte da Síria e do Irã, a chegarem a um
compromisso para a escolha do próximo presidente.

 "Não
é a França que irá escolher um nome, que vota e decide o fato do
Líbano. É o Líbano, oposição e maioria, xiitas, sunitas e maronitas
quem decidem quem irá ser o presidente", acrescentou o ministro das
Relações Exteriores da França.

 A falha na eleição do
próximo presidente pode resultar em um vácuo no poder e a possibilidade
na formação de duas administrações rivais.

Fonte: Estadão

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