O embaixador israelita [em Londres], Ron Pronsor, numa reacção
publicada em 30 de Novembro, nega que Israel tenha utilizado armas
químicas em Gaza. As afirmações e infirmações acerca do uso de tais
armas têm uma longa história e são muitas vezes difíceis de verificar.


O embaixador israelita [em Londres], Ron Pronsor, numa reacção
publicada em 30 de Novembro, nega que Israel tenha utilizado armas
químicas em Gaza. As afirmações e infirmações acerca do uso de tais
armas têm uma longa história e são muitas vezes difíceis de verificar.
A negação do Sr. Pronsor tem de ser confrontada com informações dadas
por trabalhadores da saúde em Gaza que trataram feridos palestinianos
com “graves convulsões, espasmos musculares, vómitos, amnésia ou perda
parcial da memória” depois de terem estado expostos a ataques
israelitas com gás (disto existem inúmeras referências). No ano
passado, as forças israelitas dispararam gases altamente tóxicos contra
uma manifestação pacífica de palestinianos e israelitas contra o muro
que está a ser construído atravessando a aldeia de B’lin, na Margem
Ocidental ocupada. Os meus colegas e eu pudemos recolher amostras
dessas munições. Continham um gás irritante muito activo derivado da
capsaicina (análise publicada pela revista Medicine, Conflict and
Survival de Outubro do ano passado). As denúncias de que o exército
israelita usou fósforo branco na guerra do Líbano no ano passado foram
inicialmente negadas. Mas acabaram por ser admitidas pelo ministro
israelita Jacob Edery em Outubro de 2006. O fósforo branco provoca
queimaduras profundas e desenvolve fumos asfixiantes. Eu suspeito de
que o governo israelita anda a basear as suas negações numa finta
técnica relativa à proibição, ou não, desses agentes químicos pelas
convenções internacionais – as quais Israel, aliás, não subscreveu.

 

O Professor Steven P. Rose é catedrático de Neurobiologia da Universidade Aberta (Open University), no Reino Unido.

 

Carta a The Guardian (em inglês) aquiLigação externa.

Fonte: Tribunal Iraque

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