Os dois campos rivais libaneses chegaram a acordo para pôr fim a uma
crise de 18 meses, após cinco dias de negociações intensas, no Qatar,
anunciou hoje fonte oficial libanesa.


Os dois campos rivais libaneses chegaram a acordo para pôr fim a uma
crise de 18 meses, após cinco dias de negociações intensas, no Qatar,
anunciou hoje fonte oficial libanesa.

O acordo constitui um triunfo para a oposição libanesa, dado terem
sido aceites duas das suas principais exigências: o poder de veto num
novo governo de unidade nacional, e uma lei eleitoral que divide o
território em distritos mais pequenos, para melhor representação das
várias etnias.

Mas a oposição não se vangloriou do sucesso, tendo
o ministro das telecomunicações libanês Marwan Hamadeh afirmado "não
haver perdedores" neste acordo.

"O vencedor é o Líbano", disse, à Agência Associated Press (AP), contactado por telefone em Doha, capital do Qatar.

Segundo o responsável, as facções chegaram a acordo na madrugada de quarta-feira.

Uma cerimónia para a assinatura do acordo está marcada para hoje de manhã.

Segundo
a televisão do Qatar Al-Jazira, os mediadores do Qatar e os dirigentes
libaneses vão dar hoje uma conferência de imprensa para anunciar os
pormenores do acordo e a conclusão das negociações em Doha, que
começaram sábado passado.

Fontes da oposição e da maioria,
citadas pela Al-Jazira, afirmaram que o acordo permite a formação de um
governo de unidade nacional e a eleição, provavelmente quinta-feira, do
comandante do Exército libanês, Michel Suleimán, como Presidente do
país.

O acordo foi possível após a intervenção, pela terceira
vez, do emir do Qatar, xeque Hamad bin Jalifa al-Zani, para a aceitação
dos pontos de vista das partes sobre a reforma da Lei Eleitoral.

Segundo
as fontes, a maioria e a oposição decidiram introduzir algumas emendas
à Lei Eleitoral de 1960, especialmente no que se refere às três
circunscrições de Beirute.

Sobre o governo, o acordo concede 11
pastas à oposição (um terço mais um) e 16 à maioria, enquanto que três
ministros serão nomeados por Suleiman.

Deste modo, a oposição liderada pelo grupo xiita Hezbollah terá direito a veto no Executivo.

As
fontes citadas pela Al-Jazira garantem que o comunicado final das
negociações de Doha incluirá um ponto em que as duas partes se
comprometem a evitar o uso da força para conseguir objectivos políticos.

O
diálogo em Doha começou no passado sábado graças à mediação do Qatar e
da Liga Árabe, que pôs fim a confrontos iniciados a 07 de Maio em
Beirute, que fizeram mais de 60 mortos.

Fonte: {ln:nw:http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=347197&visual=26&rss=0 ‘RTP Notícias}

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