Premiê libanês diz que não pediu ajuda naval aos EUA
O primeiro-ministro do Líbano, Fuad Siniora, apoiado por Washington,
disse que seu governo não pediu qualquer apoio naval dos Estados
Unidos, horas depois de militares americanos anunciarem que estavam
enviando navios de combate para águas libanesas.
O primeiro-ministro do Líbano, Fuad Siniora, apoiado por Washington,
disse que seu governo não pediu qualquer apoio naval dos Estados
Unidos, horas depois de militares americanos anunciarem que estavam
enviando navios de combate para águas libanesas.
"Não
pedimos qualquer navio de guerra a ninguém", afirmou Siniora a
diplomatas árabes na sede do governo em Beirute. Siniora fez a
declaração depois que seus opositores do Hezbollah denunciaram que a
iniciativa americana colocava em risco a soberania e independência do
Líbano, mas não intimidaria o grupo guerrilheiro.
Os
Estados Unidos afirmaram na quinta-feira que foram enviados três navios
de guerra ao Oriente Médio em uma demonstração de força, por conta das
crescente tensão com a Síria e do impasse político no Líbano. O
almirante Michael Mullen, dirigente do Estado Maior da Marinha dos EUA,
informou que o envio da pequena frota não deveria ser visto como uma
ameaça ou como uma resposta à situação política particular de algum
país da região.
"Essa é uma região que é importante
para nós, o Oriente Médio," disse Mullen, quando questionado sobre
reportagens que informavam movimentos da Marinha dos EUA no
Mediterrâneo. "É um grupo de navios que irá operar nas vizinhanças, por
enquanto," ele disse, acrescentando que "não significa que estamos
mandando sinais mais fortes que o próprio envio da frota. Sinaliza
apenas que estamos engajados e estaremos nas vizinhanças e essa é uma
parte muito, muito importante do mundo."
Um outro
oficial americano confirmou mais cedo nesta quinta-feira, sob
anonimato, que o contratorpedeiro USS Cole patrulhará o litoral do
Líbano. Segundo ele, o navio USS Nassau se juntará em breve ao USS
Cole. Ele falou que um terceiro navio se juntará aos dois em seguida,
mas não disse o nome da embarcação. O porta-voz do Conselho Nacional de
Segurança, Gordon Johndroe, disse que o envio da belonave USS Cole é
uma maneira "de mostrar apoio à estabilidade regional." Ele acrescentou
que o presidente dos EUA, George W. Bush, está "preocupado" com a
situação política no Líbano.
A medida aparenta ser uma
exibição de força dos EUA no Leste do Mediterrâneo, porque ocorre no
momento em que aumenta a frustração internacional por causa de um longo
impasse político no Líbano, onde oposição e governo não conseguem
chegar a um acordo no Parlamento para eleger o novo presidente. Os EUA
culpam a Síria pelo impasse, ao dizer que o governo de Damasco nunca
desistiu das suas ambições de controlar o Líbano.
As
eleições presidenciais no Parlamento libanês já foram adiadas 15 vezes
- no adiamento mais recente, nesta semana, foram marcadas para 11 de
março. A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, ainda deverá
visitar o Oriente Médio na próxima semana.
Fonte: {ln:nw:http://www.estadao.com.br/internacional/not_int132686,0.htm ‘Estadão}
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| Imprimir artigo | Este artigo foi escrito por libanovivo em 29 de fevereiro de 2008 às 13:56, e está arquivado em Notícias. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site. |

