O premiê do Líbano, Fouad Siniora, disse que a proposta do líder do
grupo radical islâmico Hizbollah, Hassan Nasrallah, de eleger o
presidente por eleições diretas caso não se obtenha um consenso no
Parlamento poderia desencadear um conflito interno no país.





O premiê do Líbano, Fouad Siniora, disse que a proposta do líder do
grupo radical islâmico Hizbollah, Hassan Nasrallah, de eleger o
presidente por eleições diretas caso não se obtenha um consenso no
Parlamento poderia desencadear um conflito interno no país.

Segundo uma fonte próxima a Siniora citada pelo jornal "An Nahar", o
premiê libanês considera que o polêmico plano poderia levar a facção
derrotada a tentar derrubar a outra, caso não se tente um consenso.

Na noite da sexta-feira (5), o xeque xiita Hassan Nasrallah propôs
que o povo eleja o presidente ou que se recorra à arbitragem de cinco
institutos de pesquisas independentes, caso não seja alcançado um
consenso no Parlamento sobre um candidato.

No Líbano, o presidente –que, por lei, deve ser cristão maronita–
é eleito pelos parlamentares e precisa do apoio de dois terços da
Câmara no primeiro turno e de maioria absoluta no segundo.


Siniora acrescentou, segundo a fonte, que a oferta do Hisbollah é, a princípio, contrária à Constituição.

Em discurso televisionado na sexta-feira, Nasrallah acusou Israel de
ser o autor dos assassinatos de personalidades anti-sírias e culpar o
regime de Damasco, o que, para Siniora, não pode ser descartado.

Desde outubro de 2004, o país registra uma onda de atentados que
custou a vida do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, dos deputados Basel
Fleihan, Gebran Tueni, Pierre Gemayel, Walid Eido e Antoine Ghanem,
assim como do jornalista Samir Kasir e do político Georges Hawi.

Fonte: Folha UOL

Posts Relacionados:

  1. Líder do Parlamento diz que o consenso é a única “salvação” do Líbano
  2. Sem acordo, presidente libanês promete instalar governo militar
  3. Lahoud propõe criação de Governo provisório se novo presidente não for eleito
  4. Oposição libanesa vai boicotar eleição presidencial
  5. Adiada eleição do presidente do Líbano para 23 de Outubro