O primeiro-ministro libanês,
Fouad Siniora, afirmou na quinta-feira que o relatório de uma comissão
israelense sobre a guerra contra a guerrilha Hezbollah em 2006
preparava o cenário para um novo conflito e ignorava "os crimes
cometidos por Israel contra o Líbano."

 

O primeiro-ministro libanês,
Fouad Siniora, afirmou na quinta-feira que o relatório de uma comissão
israelense sobre a guerra contra a guerrilha Hezbollah em 2006
preparava o cenário para um novo conflito e ignorava "os crimes
cometidos por Israel contra o Líbano."

A Comissão Winograd, criada por ordem do governo israelense, divulgou
um relatório na quarta-feira criticando a conduta das Forças Armadas e
do governo durante a guerra, mas aprovando as principais decisões
tomadas então pelo primeiro-ministro do país, Ehud Olmert.

"O relatório pede pela realização de preparativos para a próxima
guerra, o que mostra que Israel não aprendeu a lição com sua derrota",
afirmou em um comunicado o escritório de comunicação de Siniora.

"As metas do inimigo em relação ao Líbano continuam a ser as mesmas — ou seja, atacar o Líbano no futuro."

Eliahu Winograd, juiz aposentado da Suprema Corte de Israel, disse no
pronunciamento por meio do qual apresentou o documento que seu país
precisava buscar a paz com seus vizinhos.

"Ao mesmo tempo, procurar a paz e administrar o conflito são ações que
precisam partir de uma posição de força social, política e militar e
por meio da habilidade e da determinação em lutar pelo Estado, por seus
valores e pela segurança de sua população mesmo na ausência da paz",
acrescentou.

Cerca de 1.200
moradores do Líbano, em sua maioria civis, e 159 israelenses, em sua
maioria soldados, foram mortos na guerra, iniciada depois de o
Hezbollah ter capturado dois soldados de Israel e ter matado outros
oito em uma ação realizada através da fronteira entre os dois países.

Siniora também afirmou que o relatório não mencionava o custo da guerra
para o Líbano. Israel bombardeou os redutos do Hezbollah no sul de
Beirute e no sul do território libanês usando aviões, navios de guerra
e peças de artilharia. E atingiu também outros pontos do país.

O Hezbollah disparou 4.000 foguetes contra o norte de Israel. "O
relatório não contém qualquer menção aos crimes cometidos por Israel
contra o Líbano ou aos massacres de civis. O relatório tampouco
menciona a destruição disseminada de instalações de infra-estrutura, em
sua maioria hospitais, escolas, locais de culto, pontes e prédios
residenciais."

Neste mês, o
líder do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, disse duvidar que Israel
possua uma liderança política e militar e um Exército qualificados o
suficiente para iniciar uma nova guerra contra o Líbano.

Fonte: {ln:nw:http://noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2008/01/31/ult729u72223.jhtm ‘UOL}

Posts Relacionados:

  1. Anistia Internacional faz duras críticas ao relatório sobre guerra no Líbano
  2. Ataque aéreo de Israel na Síria foi recado para Hezbollah, diz americano
  3. Israel diz que foi atacado por foguetes saídos do Líbano
  4. Hezbollah lança videogame que recria guerra com Israel
  5. Human Rights Watch culpa Israel por morte de civis na guerra do Líbano